quarta-feira, novembro 05, 2025

Henrique

  

 

Não entendia aquele silêncio. E só um homem poderia explicar o silêncio de outro homem.

- Porque vocês homens somem?

- Heim?

- A gente se conhece, faz sexo e acha que é possível, mesmo com todas as adversidades. É, é mais do que sexo... Bem, de qualquer maneira, eu sei onde te encontrar, mas você se antecipa e promete me procurar, e depois some? Tem que haver um motivo! Só um, eu só quero um motivo!

- Do que você está falando?

- Eu quero saber por que é tão difícil deixar se apaixonar por mim e se é tão fácil se manter distante!

- Quem disse que é fácil se manter distante?

- O silêncio. Agora me responde: por quê?

- Querida, você impõe esse silêncio.

- ?

- Homem nenhum gosta de pisar em terreno arenoso. Somos inseguros. Não fazemos declarações de amor se não tivermos vários indícios de que somos correspondidos, em alguns casos nos declaramos só para não parecermos desajustados e em outros casos não nos declaramos mesmo estando arriados pela paixão só para parecermos adequados. Não aprendemos a caminhar nas nuvens mais aprendemos a nos tornarmos capachos para os caprichos das mulheres quando estamos apaixonados. Apaixonados... E você é a pior! O que conta sobre você? Eu só sei o que quer que eu saiba, e acredite, é bem pouco. O que sei é que usa o corpo como armadura,  pra que ninguém toque seu interno. Chama de acordo, mas é na verdade uma batalha. E tem esse jeito de olhar...

- Qual jeito?

- Debochado. Parece que está sempre brincando, que tudo tem pouca importância pra você. Tudo e qualquer um. Um qualquer... E quer saber o que é mais contraditório nisso? Que você brada amor por seu marido! Um homem que não faço a mínima noção de como é, só sei que você o ama. E ama. Então, alguém tem importância pra você. Consegue entender?

- Então o problema é ser casada?

- Não. O problema é parecer não ter importância pra você.

- Quem? Você?

- Acho que todo mundo se sente assim em relação à você, até mesmo os anjos, querida. 

- Ah, isso não é verdade. Tirando-me da questão, generalizando, uma pessoa só entra na vida da outra por algum motivo, por alguma relevância.

- Qual o motivo d'eu estar na sua vida?

- ...Sexo...?

- Pois é, tinha esquecido que a sua sinceridade excessiva também mantém os homens em silêncio. Mais espera ai! Essa conversa não é sobre eu e você. Ou sobre você e seu marido. É sobre você e outro homem! Ou outro anjo? Você se apaixonou!!! Quem é ele?

 

...

 

- Querido, você sabe mais de mim do que eu quero...


 Desconheco a autoria*

Eduardo...Mascaras


 Máscaras...


Eu uso máscaras...
Tenho muitas delas...
Tenho máscaras que choram,
que riem,
que gargalham...
Tenho uma máscara de pura,
outra de depravada...
Uso máscaras que falam
e que não dizem nada!
Eu uso máscaras...
Troco-as em cada ocasião,
cinicamente,
como quem troca de base ou de baton...


Eu uso máscaras...
E o que eu seria sem elas?
Um ser covarde! 😝 
Fraca demais para enfrentar um mundo inteiro...
Alguém incapaz de encarar frente a frente,
realisticamente,
o seu EU verdadeiro!

Íris Galvão



Gostaria poema de Jorge

 Gostaria...

"Queria compartilhar contigo os momentos mais simples e sem importância.Por exemplo:sair contigo para passear, sentir-me apoiada em teu braço, ver-te feliz ao meu lado alheio a todo mundo que passasse.Gostaria de sair contigo para ouvir música, ir ao cinema,tomar sorvete, sentar num restaurante diante do mar, olhar as coisas, olhar a vida, olhar o mundo, despreocupadamente,e conversar sobre "nós" - esse "nós" clandestino que se divide em "tu e eu"quando chega gente.Encontrar alguém que perguntasse. "Então, como vão vocês?"e me chamasse pelo nome, e te chamasse pelo nome e juntasse assim nossos nomes, naturalmente, na mesma preocupação. Gostaria de poder de repente te dizer:- Vamos voltar pra casa...( Como se felicidade pudesse ser uma coisa a que tivéssemos direito como toda gente.)

J.G. DE ARAUJO JORGE
 

Felipe da Cherry

 

Eis que retorno ao conhecido depois da frustração por errar em decidir percorrer direções opostas. E não é por acomodação. É por precisar especificamente dele. Mesmo pensando ele, que poderia ser por qualquer um outro. Mal imagina ele que essa necessidade tem seu nome próprio: Felipe.
Não dá para explicar o tanto que ele sabe de mim mesmo nos falando tão pouco e nem depois de tudo, depois desses cinco anos, sempre vem essa sensação de que nunca mais nos veremos. E nos vemos, entre distâncias e (in)quietudes.
Ele é o cessar da ardência sufocada e o caleidoscópio das cobiças vencidas. O fim dos engodos, das precisões de juras, das cobranças, das conveniências. E se ele é o fim, é por ele que (re)inicio.
E ainda assim eu me ausento, e ele me faz voltar. E ele poderia esquecer-me, mas não fecha a porta, porque não dá pra explicar o que nos acontece em dias que as flores se doam e o cio se faz farto e doído.

Eu poderia contar que sei de sua inteligência e que tenho para mim suas ignorâncias. Que o vejo como lua crescente que dança libertina no meu purgatório. E também que entendo as ambições de sua alma. As querências de sua pele.
Ele poderia saber que eu gosto de me deitar numa rede quando o sono me procura. E poderia saber que brigo com meus cabelos todos os dias. Ou que brinco de boneca feito criança de cinco anos. Ou os malabarismos que faço para segurar as coisas entre os lábios cerrados quando me faltam as mãos.
Ele sabe que possui o que é meu também, que chora pelo o que choro, que deixou de brigar contra algumas recriminações pelos mesmos motivos que deixei de me preocupar com algumas outras.

Felipe sabe de mim. É quem eu sou, num reflexo sem distorções. Está em Felipe a minha polaridade feminina e em mim, a sua masculina.  Felipe é Terra que acolhe meus pousos e eu, Fogo que dissipa tua solidão. Somos solitários. E solidários. E quando nos negamos, não é rejeição: é proteção.

O obsceno não existe em Felipe. Sacro e profano convivem harmoniosamente em seus cômodos. E ele tem aquele quarto. Aquele quarto que é tão ele e que tem tanto de mim.
É naquele quarto que res(s)umo o cheiro do ontem por entre as pernas, tatuo constelações entre os seios e da minha pele ele faz a sua rota. Se a calcinha não combina com o sutiã, não importa. Eu assento em Felipe. Os meus sentidos se misturam aos seus beijos sôfregos. Beijos sem conseqüências. Destemidos beijos. Respeito quem beija sem reservas. E eu o beijo sem medo, feito Narciso diante de sua imagem num espelho. E ele não me beija como quem tem pressa para bater o cartão de ponto. Só pessoas como nós sustentam os olhos abertos para ir além dos contornos suaves. Olhos nos olhos, como deve ser. Sem condenação, com algum desafio.
Não dá pra explicar essa falta de pejo dos meus lábios ao gemerem indiscretos e seu o recolhimento quebrantado. Não preciso disfarçar que sou puta com cara de santa, ele sabe-me: santa-puta que alcança indulto para seus desatinos quando ele me traz pra perto, me pega pelos quadris e me puxa pra junto dos seus:
E eu desato,
-amolecida-
Ele se abre.
Eu umedeço as reentrâncias,
Ele dói em turgidez.
E todo o meu mundo pára quando me penetra,
Felipe é vasto dentro de mim.
Castigo e redenção.
Eu galgo neste selvagem,
Ele chicoteia a sombra da donzela que resta em mim.
Eu me farto,
-agradecida-
Ele me basta.
Eu rebolo,
Ele me (re)encaixa.  
Eu suo as madeixas,
ele me seca as chagas.
Avançamos-recuamos.
Serpenteiamos-esvoaçamos.
Solidificamos-esfumaçamos.
Eu pulso,
Ele não esmorece.
Eu suavizo,
-vivida-
Ele atinge o cume.
É no gozo dele é que restabeleço meu tratado de paz.
Não dá pra explicar essa (in)constância entre nós e muito menos essa (in)conveniência de pedir sempre mais da vida por acharmos que ela nos deve só o tudo e, no entanto, o que temos abrevia-se a nós mesmos. Não dá.

- eu poderia escrever linhas e mais linhas sobre Felipe, todas cheias de parênteses. Trechos e mais trechos, todos sem reticências  Porque escrever sobre ele é discursar sobre mim, mas eu resguardo(-nos)*


.

  

Texto creditado ao extinto Blog Cherry Plum*. 
























   
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terça-feira, outubro 01, 2024

Carlos


 Beliza Tentava dormir mas fritava na cama. Mesmo depois de ter chamado por ele no gozo da masturbação: Vem cá, vem me foder, Vem, filho da puta! Me come! 

Achou que depois de gozar iria conseguir dormir e esquecer o corpo gostoso daquele homem alto, branco, de pele macia e lisa que escorregava no corpo dela. Já não se viam há uns dois meses. Não tinham nada demais.  Ele era o seu PA e não havia sentimentos ou conversas. Mal trocavam palavras. Ele chegava, se beijavam intensamente , tiravam a roupa sofregadamente e começavam a explorar o corpo do outro em busca de satisfazer aquele prazer tão intenso que sentiam.

 Beliza nunca tinha tido um PA antes, sempre buscava o amor, se apaixonar. Seus encontros eram de um dia, uma única noite porque não dava certo, e partir pro próximo numa busca incensante de encontrar o encaixe perfeito no homem do jeito que ela queria. 

Com Carlos as coisas simplesmente aconteceram. 

Se conheceram num site de relacionamento, marcaram o primeiro encontro e o tesão foi imediato. 

Foram pra cama e sempre que podia uma vez por semana, às vezes um pouco mais, outras mais espaçadas, se encontravam pra saciar seus corpos, mas Belize queria também saciar a alma e aquilo começou a incomodá-la. Apesar de estar disposta a não ter nenhum relacionamento sério, os encontros esporádicos com Carlos  a faziam se cobrar uma posição do que ela estava querendo da vida. 

E aí começou a dar desculpas e os encontros começaram a ficar mais espaçados até que ele também começou a dar motivos de não ir vê-la quando ela pedia e ela, muito orgulhosa, parou de pedir. Mas como esquecer aquela boca macia que beijava tão gostosamente, aquele corpo malhado, a cabeça raspada, que gostava de acariciar e fazia cosquinha nas suas mãos, e o pau…Nossa!Que pau gostoso. Tamanho, grossura, dureza, maciez, tudo junto.Tudo perfeito e ele metia bem.Muito bem!

Beliza demorou tanto a se decidir a se encontrar e um belo dia quando foi mandar mensagem  viu a foto dele com outra e logo em seguida estava bloqueada. Outra,  mais rápida, ficou com o troféu que ela rejeitara. É! Não se pode esperar para segurar o que se quer ou corre-se o risco de perder. Ela perdeu. Não terá mais as tardes clandestinamente quentes e satisfatórias. 


segunda-feira, novembro 20, 2023

Sandro

 Há dias não se viam. Helena estava bloqueada nas redes sociais de Sandro e achava que nunca mais o veria. Melhor assim. 

O app mostrou uma notificação. Era ele. Antes da briga haviam combinado uma viajem com amigos, mas com como se desentenderam, ela achou que ele não iria mais. 

- Você vai me dizer onde vamos nos encontrar pra viajar ou vou ter que adivinhar?

Mas é muito abusado! Chega assim do nada como se nada tivesse acontecido. O coração falhou uma batida. Centre- se, Helena! 

- Pode vir pra minha casa às 16 h. Saímos daqui.

Ele se atrasou, claro, mas estavam todos atrasados mesmo. Ao chegar, ambos mantiveram a postura de conhecidos civilizados. Ela ainda arrumando as malas, na correria. Evitava chegar perto e fingia indiferença. 

Eles viviam numa montanha russa de brigas por motivos à toa e vontade de se tocar, de falar coisas triviais. Até a próxima discussão. Desgastou.

A luz faltou! Tudo ficou no escuro.

Ela foi tomar banho de porta aberta.

Estava debaixo do chuveiro se recompondo quando ouviu a voz que a tirava do sério:

- Mesmo com a luz apagada vc é apetitosa. 

- Sai daqui! 

- Eu não! A visão tá incrível. Pode continuar seu banho. 

Disse enquanto tirava as próprias roupas.

- Sai, Sandro! Não me deixa envergonhada. Disse Helena com a voz sumindo sem saber se puxava ele pra dentro ou empurrava pra fora, tentando esconder os seios e o púbis.

- Vergonha de que? Já vi você nua antes e gosto de cada pedacinho desse corpo...

Entrou no box e a abraçou. 

- Que saudade eu estava dessas curvas! 

Helena, ali indefesa, exposta, molhada, excitada não conseguia nenhuma reação.

Não entendia porque sendo tão controlada não conseguia se controlar perto dele. 

Sandro a acariciava, tocando em suas partes mais íntimas que já pulsavam de desejo. Ela, então, deixando o pudor de lado, procurou sua boca e num beijo apaixonado resolveu tirar o melhor proveito daquela inusitada situação. Dane- se! Depois resolvo isso!

Beijou o pescoço. Desceu até o peito, barriga, até chegar ao membro enrijecido e abocanhá- lo com sofreguidão. 

Sandro gemia. 

Fizeram amor ali no chuveiro.

Mas ainda não estavam saciados. 

Foram para o quarto e mais uma vez usaram a cama, testemunha das noites de tesão que  haviam compartilhado. 

- Como você fica linda de quatro!  Nooooossa!

Chegaram atrasados e quase perderam o barco. Durante toda noite não se desgrudaram. Mesmo quando se afastavam seus olhos de buscavam. Era impossível tirar as mãos um do outro e ansiavam por uma nova rodada. Como Helena era a anfitriã da festa isso teve que esperar, mas a madrugada foi passada se esfregando na piscina. 

No dia seguinte, ao retornarem do torpor do reencontro tudo voltou ao que era. 

Sandro deu- lhe um beijo na testa e pegou outra carona.

 Voltaram a realidade e o desejo contido sempre explodia em brigas. Sandro e Helena pareciam animais feridos. Cada um com seus traumas


. Machucavam e feriam um ao outro com palavras, mas não conseguiam se afastar. Muitos podem achar tóxico, mas a verdade é que há amores que não podem ser vividos. Tesão que deve ser reprimido. 

E nunca mais a cama ou o chuveiro viram os dois.






sábado, novembro 18, 2023

Alex


 Alex e Júlia eram incompatíveis. Uma história que já começou pra dar errado.

 Júlia era uma mulher madura, independente, forte, mas se tornou uma adolescente, quando deixou Alex tomar conta de seus pensamentos. 

Alex era um menino. Quase metade da idade dela, apesar de bem experiente, sofrido, pai de filhos. 

Ele repetia sempre para tentar convencê-la, quando ela lhe dizia sobre a diferença de idade e as muitas mulheres mais novas que o cercavam: 

"Mas não é sobre quem me quer. É quem eu quero. E eu quero você! 

E ela foi se cedendo.

Porém, apesar de todo carinho e afinidade, apesar da energia que emanava dos dois, do tesão inegável, ele não estava pronto para entrar numa relação. 

Júlia por sua vez tinha medos, vergonha do julgamento da sociedade. 

Por várias vezes Alex lhe dissera que não importavam os outros e que ele a queria. Ele a escolhera. Tanto fez que Júlia acabou se envolvendo e quando viu, a insegurança havia se transformado em interesse. 

Interesse por um homem que em nada era o que ela queria. Aliás, pra falar a verdade, o oposto do que ela desejava. 

Mas além dos argumentos havia a voz! Que voz! Ela se derretia ao ouvi- lo. Seu corpo reagia ao som daquela voz máscula que vinha de um menino.

Quando transavam só  havia um homem e uma mulher. Sem idade, sem preocupações, sem sociedade, sem dramas.

Apenas dois corpos que se desejavam e se uniam em busca do prazer do gozo. Se buscavam num desejo incontrolável, como estavam agora. 

Tinham acabado de transar e, nus, descansavam nos braços do outro. Júlia dava mordidinhas no ombro dele e ele brincava com os bicos rosados dela...Saciados, mas ainda querendo sentir a quentura da pele, do outro. Talvez esperando uma segunda rodada. 

Até que ele, rompendo aquele momento intimo ...

-Eu nunca pensei q você iria abaixar a guarda assim pra mim. 

-Vc é romantica e isso só vai te machucar. Vejo as coisas com mais clareza agora. 

Eu só queria que a gente fosse amigo e transasse de vez enquando. 

É pedir muito?

Alex não olhava pra Júlia evitando ver o sofrimento que causava nos seus olhos. Ele sabia bem que a tinha conquistado.

Depois de ter plantado o interesse nela, ele perdeu o dele. Como fazem muitos homens quando conseguem o objetivo. 

Todo discurso de "quero você", que envolveu Júlia e a fez se abrir pra ele foi pro ralo.

Júlia perdeu o chão! 

Ficou sem palavras. Então era só isso. Assim? Sexo quando ele quisesse, sentisse vontade. Era nisso que ela se reduzia? 

Assim ela não queria. 

Porém os sinais estavam ali. Ela que não quis ver, mas não se surpreendia. Não seria a primeira vez que se deixava iludir. Engoliu seco.

Por alguns minutos o silêncio foi ensurdecedor. Nenhum dos dois fazia qualquer movimento ou som.

Até que, saindo daquele torpor, Júlia se levantou, se enrolou na toalha e foi pro banheiro.

Quando voltou já recuperada, pediu para irem embora. Em silêncio  Alex também foi tomar banho, se vestiu e saíram do quarto que foi a única  testemunha do que eles sentiam.






quarta-feira, abril 21, 2021

Fernando


 Sara acordou sobressaltada, aquela sensação de queda, tão incomoda. Procurou o relógio. Já estavam atrasados. Olhou pro lado e Fernando ressonava tão profundamente adormecido que dava pena acordá-lo... Mas era preciso. Em casa ficaria difícil explicar um atraso tão grande. 

Sara sabia que seria assim quando, mesmo tentando evitar, se envolveu com um homem casado. A cada encontro ela prometia que seria o último. Seis meses que se encontravam toda semana. Fora alguns amassos rápidos no carro ou nudes trocados quando o desejo não tinha hora pra chegar. O corpo nu deitado de costas de Fernando parecia uma lâmpada e ela era a mariposa que sabia que ao se aproximar morreria, mas ia. Nunca havia sentido tanto prazer nos braços de um homem. Quando o beijava era como se seus pés deixassem a terra e o corpo desfaleceria a qualquer momento. Seus seios ainda estavam intumescidos e doloridos de tanto que ele sofregamente a mamou. Como gostava disso! 

Resolveu deixá- lo mais um pouco no sono de bebê e foi tomar seu banho. O  sexo deixara marcas, visíveis e invisiveis em seu corpo branco, de pele sensível. A vulva ainda inchada ardeu ao ser tocada pela água. Que homem! Só de lembrar a noite, de como ele a dominava sem machucar, como chupava, lambia, mordiscava, sugava, penetrava, se lubrificou. Seria tão bom se ele não precisasse ir embora. partiriam para a quarta ou até, quem sabe, uma quinta vez. 

Saiu do banheiro e o viu acordado, o  membro, já descansado, ereto de novo. Esse homem não conhece limites, pensou sorridente.  Ele a puxou. Ela lhe disse a hora, ele  não tomou conhecimento e beijou-a como se fosse a primeira vez. Abraçando-a, acariciando sua bunda, coxas... Descendo a boca até alcançar os mamilos rosados enquanto seus dedos exploravam seu clitóris. Ela não se fez de rodada e segurou seu membro duro numa masturbação deliciosa. 

Não aguentou e sentou nele encaixando com perfeição seus corpos. Brincaram um pouco até que o gozo veio para os dois e num só som chamaram seus nomes. Um para o outro. Que foda perfeita! 

Agora sim... podem esperar mais uma semana. 




sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Edu

 Maria Lúcia se contorcia sentindo a língua de Edu invadindo suas partes mais intimas. Segurando seus cabelos, o puxava para que não parasse com aquela tortura deliciosa. Os seios subiam e desciam no arfar do peito tentando prolongar o prazer. Puxou-o para cima buscando-lhe a boca, que antes de chegar ao destino, parou em seus seios entumescidos, ansiosos por sentirem- se sugados. 

Era enlouquecedor. 

 Finalmente sentiu seu membro penetrando-lhe com força e em ritmos frenéticos se entregaram aquela união de corpos, que suados, não queriam se libertar das sensações que os alucinava, até que por fim, sem poderem mais resistir, se entregaram ao orgasmo num grito uníssono.

 Arfando, Edu descansou sob seu corpo, que maltratado de tanto tesão, ainda queria mais. Minutos de descanso e foi a vez de Maria Luiza retribuir sugando Edu como se sugasse o ar que a faria viver mais cinco minutos. E assim foi por mais três vezes naquela noite com a intensidade de quem espera água no deserto. 

Maria Lúcia olhava aquele corpo que desejou tanto e agora estava ali, como um menino desprotegido, dormindo exausto. 

Ela não conseguiu dormir. 

O dia já amanhecia quando ela tomou um banho, contrariada por querer conservar o cheiro e os fluidos dele no seu corpo, mas era preciso. Bem devagar, arrumou - se e saiu do apartamento, não sem antes olhar demoradamente pra aquele homem, que agora deixaria para sempre.

 Era sua última vez juntos. A Europa a esperava como jornalista contratada de um grande jornal e ele ainda tinha muita história para viver no Brasil. 

A vida podia ser cruel com os amantes. 


sexta-feira, janeiro 08, 2021

Henrique

 Ao sentir o corpo quente e suado de Henrique separar - se do seu, Lúcia suspirou. Apesar do alívio do peso, era muito gostoso ter aquele corpo tão desejado, que há poucos minutos a tinha levado ao mais intenso êxtase por várias vezes. Henrique, arfando ainda, murmurava, em espanhol, palavras que ela não conseguia entender, mas sabia o significado. 

A intensidade com que faziam amor era espetacular. Cada dia era surpreendente e ele conseguia fazer com que o sexo entre eles fosse algo transcedente.

Lúcia nunca tinha tido um relacionamento tão intenso. 

Tudo tinha acontecido muito rápido. Até três dias eram amigos, de trocar confidências, mas Lúcia decidiu aprender espanhol e Henrique se propôs a ajudar e de repente estavam vivendo uma louca paixão.

Aquele colombiano alto, grisalho e charmoso, aos  54 anos, sabia exatamente o que fazer com a língua, além de todo o resto da performance. 

Depois de alguns minutos de descanso, o membro ainda rijo, latejava pedindo mais. Lucia não se fez de rogada. Com a boca trilhou um caminho do pescoço até chegar naquela parte onde não dava para ele  fingir que não estava gostando.

Quando sentiu  que estava quase conseguindo seu objetivo, Lúcia sentou, fundindo seus corpos. Agora se tornavam um novamente.

E em poucos minutos explodiram em mil luzes de cores e sons diferentes.













domingo, maio 24, 2020

Jamie

Seu sorriso, meu olhar
Sua piscada, meu sorriso
Sua pele lisa,macia, firme, deliciosa de se tocar
Minhas mãos deslizam suavemente pelo seu corpo sorvendo cada pedacinho.
Horas se passam nessa brincadeira de amar.
As línguas se unem...Teu beijo! Ah! Teu beijo...!
Quantas sensações essa boca me dá...
O infinito num minuto... Talvez mais...
E quando o desejo se torna incontrolável , seu corpo rijo me invade, me tira de mim e juntos vemos estrelas até o alvorecer

Nilson

A fumaça na xícara de café entra pelas narinas e o odor enebria os pensamentos de Lia. A lembrança do corpo nu dele é uma tortura. A água do chuveiro caindo enquanto ela o abraçava por traz, sentindo a musculatura rígida das costas, das nádegas de encontro ao seu quadril. O riso sem jeito, o olhar sapeca e safado. Tímido. Até a terceira frase. Lia...Ah! Lia já pensa em fugir. Não pode se dar ao luxo de se apaixonar. Não! Não pode! Não quer! Não vai! O telefone toca e o visor avisa que é ele. 13 chamadas não atendidas. É justo? Não... Ela sabe, mas não tem forças para se justificar. Não agora. Ele vai estranhar. Talvez sofra um pouco, mas logo vai esquecê- la. Há um abismo entre eles e cabe a ela tomar as rédeas da própria vida.  A chuva pela janela faz reflexo das lágrimas que teimam em fazer seu olho arder. Merda!


João

Acabaram de fazer amor e ele foi tomar uma ducha. Na cama, pela porta entreaberta, ela conseguia ver seu corpo nu, molhado pelas gotas grossas do chuveiro. Ia se juntar a ele, mas preferiu continuar admirando aquele homem que a fazia se perder. Parecendo perceber que era observado, João virou a cabeça e sorriu com o canto da boca dando uma pescadinha. Safado! Sabia o efeito que causava nela. Laís deixou - se ainda ficar lânguida na cama. Ele que a aguardasse. Não sairia desse quarto fácil assim...
Quando percebeu que ele estava quase acabando o banho, ela se levantou e ficou na porta do box. Ele se virou para pegar a toalha e foi nos seios dela que sua mão tocou. A pele de Laís arrepiou -se intumecendo os mamilos que não demoraram foram parar nos lábios dele. Ela puxou-lhe a cabeça deliciando - se com aquela carícia. Não tardou para novamente seus corpos se unirem naquela dança.  Molhados ainda, pararam na cama e por mais algumas horas se dedicaram a fazer um ao outro feliz.
Saciados? Ainda não...Outros dias, outras noites quem sabe...Hoje ainda não.

Bruno

Lilian abriu a porta do quarto e estacou com a visão do corpo delicioso de Bruno deitado de costas na cama dela. Fez bem em ter-lhe dado as chaves do apartamento enquanto viajava. Chegar cansada de cinco horas de vôo e ter uma visão dessas era o mais reconfortante que jamais poderia esperar. A luz fraca do abajour clareava o corpo bem definido dele, dando um sombreado misterioso. Percebeu cada músculo, a perna bem torneada, a bunda redonda. Ah, que bunda! A costela , os ombros fortes, os braços que a abraçavam tão carinhosamente. Desejava esse homem! Sem fazer barulho dirigiu- se ao banheiro para tirar o entulho da viagem...Um banho revigorante e Bruno... Era só o que precisava.
Saiu do banheiro e delicadamente se deitou ao seu lado encostando seu corpo úmido no dele, já frio do ar condicionado. Mal deve tempo de fechar os olhos. Bruno abracou-a, beijando com tanta sofreguidão como se fosse o último beijo e já em cima dela a penetrou numa só estacada. Sem rodeios, sem preâmbulos. Só o desejo contido de uma semana distante explodindo. Fizeram amor mais três vezes naquela madrugada. Assim, sem falar nada. O desejo no corpo e nos olhos já dizia toda saudade desses dias. De manhã...No próximo conto😉

Marcos

O que você tem hoje? Tá tenso. Viviane olhava Marcos deitado, ainda arfando do sexo que acabaram de fazer.
- Você acha fácil estar envolvido com três mulheres? Disse ele em tom de "não sei o que fazer da minha vida".
-Não. Creio que não. Mas você não está envolvido com três. Você tem sua esposa e tem a mulher que ama e tem eu...Só sexo. Não foi sempre assim? Não é isso que sou? Um sexo tão gostoso que você não consegue deixar de fazer.
-Não é assim, né? E você também nunca lutou pra ser mais.
- Eu? Com que armas? Eu te amo e nunca neguei e sempre soube que um dia ia dançar... Não tenho filhos com vc, nem seu amor... Logo, aproveito das sobras...Do sexo que é o que você me tem pra dar. Aliás, já descansou bastante. Vem cá! Foi pra isso que viemos aqui.
Era uma química incrível. A pele arrepiava só de encostar, mas atração sexual não é o suficiente para unir os dois e Viviane sabia. Há seis meses tentavam parar de se ver, desde que Marília, o grande amor de Marcos havia voltado da Espanha. Viviane já esperava a cada encontro que fosse o último.
E essa foi a última vez que se viram...

Leandro

O telefone toca e Lya atende distraída sem ver o  número.O tempo poderia parar no momento em que ouviu aquela voz. "Oi. Deu saudades. Você está bem? " O sotaque lhe deu um choque. Olhou o número, prefixo de Curitiba. Leandro!
Oi! Sim estou e vc? Mal conseguia balbuciar. O coração acelerado, quase sendo ouvido fora do corpo. Nenhuma distância existe, nenhum outro alguém é mais importante do que esse homem. Os amores que ela viveu são esquecidos, as dores, o verbo sofrer não existe, só aquela voz que a acompanha há quinze anos.
-Você está ocupada? Ligo depois.
-Não! Não. Claro que não. Só fiquei surpresa.
-Surpresa porque? Achou que eu tivesse morrido e está falando com um fantasma?  
Aquele riso! Como alguem pode destruir uma mulher com um riso?
-É que ja faz muito tempo que nao nos falamos e não vi o número, atendi no automático.
-Sei. Então. Estou entrando de férias e pensei em ir te ver.
Lya tentando conter o tremor do corpo para que a voz não revelasse, consegue responder - Quando? Mas o que queria era dizer :Vem meu amor. Te espero nos meus braços , na minha cama...Era sempre assim. Desde que se conheceram. Se perdeu nesse devaneio, e mal ouvia ele falar. Como amo você!
A frase escapou alto.
- Também amo vc! Lya, é serio! Estou ficando velho e tá na hora da gente se resolver.
Já era tarde. Havia falado, ele escutado e respondido... O que? Ele disse que me ama?
- Le, não brinca com coisa séria.
- Eu continuo um ogro, eremita. Ainda preciso da minha solidão, mas não aguento mais ficar sem você tanto tempo. Tão distante. Quero sua boca, minhas mãos no seu corpo. Quero entrar em você e ouvir teu ronronar enquanto gozamos. Quero a maciez dos teus seios, teus bicos rosados na minha boca. Isso está me enlouquecendo. Quero você inteira, mulher. Minha! Só minha!
- Le
... Vem...vem logo...já chegou?
- Ha Ha Ha mulher fácil! Eu te amo!
Só você é assim, sem joguinhos, sem fazer doce.
- Pra que? Você sabe que morro de amor e tesão por você. Pra que perder tempo jogando. Vem logo. To te esperando nua.
- Mulher! Você me maltrata...Essa conversa nao vai dar certo.
- Vai dar sim, amor. Muito certo...
O restante da conversa não é para ouvidos alheios

Roberto

Já passamos da idade de nos pegarmos no meio da rua, no trânsito, de tirarmos as roupas freneticamente e nos amarmos no sofá,  debaixo do chuveiro, na mesa da cozinha. Já passamos da fase do descontrole, de "se pegar" em qualquer lugar, a qualquer hora. Já não temos mais a voracidade da juventude que cega de paixão e tesão...então porque ainda fazemos tudo isso? Porque borboletas ainda voam  no meu estômago a um bom dia seu? Ao afagar seus cabelos grisalhos, me desnudar pra vc sabendo que meu corpo já não tem as curvas de antes? Nossa pele com rugas, um tanto flácidas, mostrando que vivemos mais de meio século. Porque, se nosso corpo segue a ordem natural da vida? É simples... Nós ainda somos jovens onde interessa. No sentimento diáfano das almas  que se reconhecem em qualquer corpo em que habitem. Na juventude do sentimento de adolescentes, que teimosos, conservamos e você me cala com um longo e delicioso beijo dos Dezessete anos,sempre que, racional, me ponho a lhe contrariar.


Caio

Com o celular na mão, o olhar perdido, Lena refletia sobre esse momento estranho. 
Caio parecia saído de um livro de romance. 
Ao primeiro contato numa rede social pareciam um imã, a conversa fluiu e ele se despediu com um 'Depois volto", que demorou meses. Volta e meia um bom dia, boa noite. Geralmente dela. A resposta geralmente era : Ainda vamos conversar muito, ando sem tempo... Lena desistiu. Deu por perdida a caçada. Não era mulher de insistir ou dar em cima de homem. Deixa p lá!
As curtidas em tudo que ela postava não a deixavam esquecer que ele existia. Não tinha tempo pra bater papo, mas ... Vida que segue.
Um sábado a notificação : - Oi. Você tá onde?
O encontro finalmente. Assim, de repente.
Era exatamente o que ela achava que seria.
Ele era divertido, atraente e inteligente. Acabaram a noite num motel. O beijo foi bom, o sexo  razoável, não a empolgou apesar da noite insone  de prazer físico, ela precisava de mais. Precisava da alma, além do corpo.  Carinhoso. Nota 8.
O auto boicote de sempre. A maneira dela se afastar dos " perigos".
A partir daí os bom dia, boa noite, onde você está? Se tornaram mais frequentes...
Pegou o celular e escreveu, tudo o que a incomodava. Pronto! Acabou! Sem essa de qualquer dia a gente se encontra. Viu as marcações de entregue e lida. Silêncio!
Já esperava.
O celular toca. É ele. (Hummm atitude! Gostei, garoto!🤔)
Conversam. Esclarecem. Maduros. Combinam de se ver. Vão com calma.
Lena se espanta. Apesar do pé atrás resolve ver onde isso vai chegar. Resolve dar uma chance pra vida. Não se auto sabotar.  De modo geral Caio era uma nova experiência. Diferente dos homens que conhecera. Algo nele a intrigava e ela ia conferir o que era. Ah se ia...Se sentia bem nos braços dele. Sem o fogo da paixão que geralmente a impulsionava aos relacionamentos. Lembrou da música do Cazuza. 🎵🎵Com sabor de fruta mordida.

Jonas

O som do telefone tirou Dani da sonolência. Olhou e viu que era uma amiga. Não atenderia agora. Ainda estava sob o efeito calmante das (" Quantas horas? Nem vi. Ah! 23:35") cinco horas ininterruptas de prazer ao lado de Jonas. Cinco horas em que parecia que seu corpo nunca mais se saciaria. Ouviu o barulho do chuveiro. Ele ainda estava lá. Que homem! Seus músculos bem marcados sob a pele morena dourada. Beijou cada célula daquele corpo. Tinha certeza, riu.
Foi tudo tão de repente. Saíram da palestra na faculdade, ele ofereceu carona e quando viu já estavam aos beijos com mil mãos se procurando. Espreguiçou! Há quanto tempo queria esse homem! Mas não daria o braço a torcer, claro! Um homem daqueles, cheio de mulheres interessantes, interessadas não iria olhar pra ela, uma professora universitária de meia idade e ... Ah! Mas não importava mais. Ele a havia escolhido. Poderia ter saído de lá com qualquer uma, mas quem acabou de ter CINCO horas de prazer com ele, foi quem? Yeeees! Elazinha!!
O sorriso aberto parecendo menina boba foi surpreendido por ele que saindo do banheiro a tirou do devaneio dizendo que ela ficava linda a meia luz do quarto com aquele sorriso bobo e ele achava que ela queria mais... Nem deu tempo dela responder e um dos seios já estava na sua boca, sugando como se dependesse dele pra viver. Claro que ela não negou fogo e mais uma vez se contorceu em gemidos, esfregando- se no corpo dele, gulosamente querendo mais... Amanhã ele poderia sumir, aproveitaria hoje, agora...

Daniel

Daniel era fisicamente muito diferente do tipo de homem que Virgínia admirava. Ela gostava de homens mais cheinhos, lugar para apertar e ele, esguio, corpo bem talhado,  musculoso, era surpreendente que lhe atraisse. Mas o desenho daquela boca... Ah! Aquela boca! Que tentação! Virgínia imaginava aquela boca passeando em cada pedacinho do seu corpo, beijando, sugando, lambendo. Cada reentrância, mucosa, cavidade... Com esse pensamento sua pele arrepiou, seu corpo todo respondeu. Os mamilos enrijeceram e a umidade na vagina aumentou... Que poder aquela boca possuía. A imaginação corria a solta e ela nem percebeu que a chamavam. Um sorriso besta no rosto denunciava que ela estava perdida em pensamentos felizes e audaciosos. Se assustou com a voz que lhe tirava daquele torpor causado por uma boca.
Quando olhou pra onde vinha o chamado deu de cara com Daniel. Em pé diante dela e sua cabeça na direção da parte que divide o tronco das pernas... Uau! Era só tocar! Mas ela despertando apenas disse: Oi!
Ele sentou ao seu lado e agora era a boca que chamava atenção. O maldito molhou os lábios com a língua. Não fazia nem ideia do quanto provocava nela. Ou fazia?

quarta-feira, abril 04, 2012

Gilson


Deitado em meu colo, indefeso menino, a boca entreaberta ressonando o cansaço A cabeça pendendo num movimento de abandono. 
Meus dedos entrelaçam em seus cabelos numa caricia quase infantil... Tão frágil o homem forte que desperta meus instintos. Nesse momento embalo seus sonhos,velo por seu descanso e espero, pacientemente, seu despertar para de novo e de novo me perder em seus abraços...

quarta-feira, maio 11, 2011

prece celta

Possa a estrada vir ao teu encontro;
Possa o vento empurrar-te para a frente;
Possa o sol aquecer o teu rosto;
Possa a chuva suave inundar tuas campinas;
Possa Deus carregar-te na palma da mão,
Até o nosso próximo encontro.
A ti, a profunda paz do vai e vem das ondas;
A ti, a profunda paz da mansidão do ar;
A ti, a profunda paz da terra silenciosa;
A ti a profunda paz das estrelas reluzentes,
A ti, a profunda paz do filho da paz!