Há dias não se viam. Helena estava bloqueada nas redes sociais de Sandro e achava que nunca mais o veria. Melhor assim.
O app mostrou uma notificação. Era ele. Antes da briga haviam combinado uma viajem com amigos, mas com como se desentenderam, ela achou que ele não iria mais.
- Você vai me dizer onde vamos nos encontrar pra viajar ou vou ter que adivinhar?
Mas é muito abusado! Chega assim do nada como se nada tivesse acontecido. O coração falhou uma batida. Centre- se, Helena!
- Pode vir pra minha casa às 16 h. Saímos daqui.
Ele se atrasou, claro, mas estavam todos atrasados mesmo. Ao chegar, ambos mantiveram a postura de conhecidos civilizados. Ela ainda arrumando as malas, na correria. Evitava chegar perto e fingia indiferença.
Eles viviam numa montanha russa de brigas por motivos à toa e vontade de se tocar, de falar coisas triviais. Até a próxima discussão. Desgastou.
A luz faltou! Tudo ficou no escuro.
Ela foi tomar banho de porta aberta.
Estava debaixo do chuveiro se recompondo quando ouviu a voz que a tirava do sério:
- Mesmo com a luz apagada vc é apetitosa.
- Sai daqui!
- Eu não! A visão tá incrível. Pode continuar seu banho.
Disse enquanto tirava as próprias roupas.
- Sai, Sandro! Não me deixa envergonhada. Disse Helena com a voz sumindo sem saber se puxava ele pra dentro ou empurrava pra fora, tentando esconder os seios e o púbis.
- Vergonha de que? Já vi você nua antes e gosto de cada pedacinho desse corpo...
Entrou no box e a abraçou.
- Que saudade eu estava dessas curvas!
Helena, ali indefesa, exposta, molhada, excitada não conseguia nenhuma reação.
Não entendia porque sendo tão controlada não conseguia se controlar perto dele.
Sandro a acariciava, tocando em suas partes mais íntimas que já pulsavam de desejo. Ela, então, deixando o pudor de lado, procurou sua boca e num beijo apaixonado resolveu tirar o melhor proveito daquela inusitada situação. Dane- se! Depois resolvo isso!
Beijou o pescoço. Desceu até o peito, barriga, até chegar ao membro enrijecido e abocanhá- lo com sofreguidão.
Sandro gemia.
Fizeram amor ali no chuveiro.
Mas ainda não estavam saciados.
Foram para o quarto e mais uma vez usaram a cama, testemunha das noites de tesão que haviam compartilhado.
- Como você fica linda de quatro! Nooooossa!
Chegaram atrasados e quase perderam o barco. Durante toda noite não se desgrudaram. Mesmo quando se afastavam seus olhos de buscavam. Era impossível tirar as mãos um do outro e ansiavam por uma nova rodada. Como Helena era a anfitriã da festa isso teve que esperar, mas a madrugada foi passada se esfregando na piscina.
No dia seguinte, ao retornarem do torpor do reencontro tudo voltou ao que era.
Sandro deu- lhe um beijo na testa e pegou outra carona.
Voltaram a realidade e o desejo contido sempre explodia em brigas. Sandro e Helena pareciam animais feridos. Cada um com seus traumas
. Machucavam e feriam um ao outro com palavras, mas não conseguiam se afastar. Muitos podem achar tóxico, mas a verdade é que há amores que não podem ser vividos. Tesão que deve ser reprimido.
E nunca mais a cama ou o chuveiro viram os dois.

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