domingo, maio 24, 2020

Caio

Com o celular na mão, o olhar perdido, Lena refletia sobre esse momento estranho. 
Caio parecia saído de um livro de romance. 
Ao primeiro contato numa rede social pareciam um imã, a conversa fluiu e ele se despediu com um 'Depois volto", que demorou meses. Volta e meia um bom dia, boa noite. Geralmente dela. A resposta geralmente era : Ainda vamos conversar muito, ando sem tempo... Lena desistiu. Deu por perdida a caçada. Não era mulher de insistir ou dar em cima de homem. Deixa p lá!
As curtidas em tudo que ela postava não a deixavam esquecer que ele existia. Não tinha tempo pra bater papo, mas ... Vida que segue.
Um sábado a notificação : - Oi. Você tá onde?
O encontro finalmente. Assim, de repente.
Era exatamente o que ela achava que seria.
Ele era divertido, atraente e inteligente. Acabaram a noite num motel. O beijo foi bom, o sexo  razoável, não a empolgou apesar da noite insone  de prazer físico, ela precisava de mais. Precisava da alma, além do corpo.  Carinhoso. Nota 8.
O auto boicote de sempre. A maneira dela se afastar dos " perigos".
A partir daí os bom dia, boa noite, onde você está? Se tornaram mais frequentes...
Pegou o celular e escreveu, tudo o que a incomodava. Pronto! Acabou! Sem essa de qualquer dia a gente se encontra. Viu as marcações de entregue e lida. Silêncio!
Já esperava.
O celular toca. É ele. (Hummm atitude! Gostei, garoto!🤔)
Conversam. Esclarecem. Maduros. Combinam de se ver. Vão com calma.
Lena se espanta. Apesar do pé atrás resolve ver onde isso vai chegar. Resolve dar uma chance pra vida. Não se auto sabotar.  De modo geral Caio era uma nova experiência. Diferente dos homens que conhecera. Algo nele a intrigava e ela ia conferir o que era. Ah se ia...Se sentia bem nos braços dele. Sem o fogo da paixão que geralmente a impulsionava aos relacionamentos. Lembrou da música do Cazuza. 🎵🎵Com sabor de fruta mordida.

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