sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Edu

 Maria Lúcia se contorcia sentindo a língua de Edu invadindo suas partes mais intimas. Segurando seus cabelos, o puxava para que não parasse com aquela tortura deliciosa. Os seios subiam e desciam no arfar do peito tentando prolongar o prazer. Puxou-o para cima buscando-lhe a boca, que antes de chegar ao destino, parou em seus seios entumescidos, ansiosos por sentirem- se sugados. 

Era enlouquecedor. 

 Finalmente sentiu seu membro penetrando-lhe com força e em ritmos frenéticos se entregaram aquela união de corpos, que suados, não queriam se libertar das sensações que os alucinava, até que por fim, sem poderem mais resistir, se entregaram ao orgasmo num grito uníssono.

 Arfando, Edu descansou sob seu corpo, que maltratado de tanto tesão, ainda queria mais. Minutos de descanso e foi a vez de Maria Luiza retribuir sugando Edu como se sugasse o ar que a faria viver mais cinco minutos. E assim foi por mais três vezes naquela noite com a intensidade de quem espera água no deserto. 

Maria Lúcia olhava aquele corpo que desejou tanto e agora estava ali, como um menino desprotegido, dormindo exausto. 

Ela não conseguiu dormir. 

O dia já amanhecia quando ela tomou um banho, contrariada por querer conservar o cheiro e os fluidos dele no seu corpo, mas era preciso. Bem devagar, arrumou - se e saiu do apartamento, não sem antes olhar demoradamente pra aquele homem, que agora deixaria para sempre.

 Era sua última vez juntos. A Europa a esperava como jornalista contratada de um grande jornal e ele ainda tinha muita história para viver no Brasil. 

A vida podia ser cruel com os amantes. 


Nenhum comentário: