domingo, maio 24, 2020

Daniel

Daniel era fisicamente muito diferente do tipo de homem que Virgínia admirava. Ela gostava de homens mais cheinhos, lugar para apertar e ele, esguio, corpo bem talhado,  musculoso, era surpreendente que lhe atraisse. Mas o desenho daquela boca... Ah! Aquela boca! Que tentação! Virgínia imaginava aquela boca passeando em cada pedacinho do seu corpo, beijando, sugando, lambendo. Cada reentrância, mucosa, cavidade... Com esse pensamento sua pele arrepiou, seu corpo todo respondeu. Os mamilos enrijeceram e a umidade na vagina aumentou... Que poder aquela boca possuía. A imaginação corria a solta e ela nem percebeu que a chamavam. Um sorriso besta no rosto denunciava que ela estava perdida em pensamentos felizes e audaciosos. Se assustou com a voz que lhe tirava daquele torpor causado por uma boca.
Quando olhou pra onde vinha o chamado deu de cara com Daniel. Em pé diante dela e sua cabeça na direção da parte que divide o tronco das pernas... Uau! Era só tocar! Mas ela despertando apenas disse: Oi!
Ele sentou ao seu lado e agora era a boca que chamava atenção. O maldito molhou os lábios com a língua. Não fazia nem ideia do quanto provocava nela. Ou fazia?

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