domingo, maio 24, 2020

Jamie

Seu sorriso, meu olhar
Sua piscada, meu sorriso
Sua pele lisa,macia, firme, deliciosa de se tocar
Minhas mãos deslizam suavemente pelo seu corpo sorvendo cada pedacinho.
Horas se passam nessa brincadeira de amar.
As línguas se unem...Teu beijo! Ah! Teu beijo...!
Quantas sensações essa boca me dá...
O infinito num minuto... Talvez mais...
E quando o desejo se torna incontrolável , seu corpo rijo me invade, me tira de mim e juntos vemos estrelas até o alvorecer

Nilson

A fumaça na xícara de café entra pelas narinas e o odor enebria os pensamentos de Lia. A lembrança do corpo nu dele é uma tortura. A água do chuveiro caindo enquanto ela o abraçava por traz, sentindo a musculatura rígida das costas, das nádegas de encontro ao seu quadril. O riso sem jeito, o olhar sapeca e safado. Tímido. Até a terceira frase. Lia...Ah! Lia já pensa em fugir. Não pode se dar ao luxo de se apaixonar. Não! Não pode! Não quer! Não vai! O telefone toca e o visor avisa que é ele. 13 chamadas não atendidas. É justo? Não... Ela sabe, mas não tem forças para se justificar. Não agora. Ele vai estranhar. Talvez sofra um pouco, mas logo vai esquecê- la. Há um abismo entre eles e cabe a ela tomar as rédeas da própria vida.  A chuva pela janela faz reflexo das lágrimas que teimam em fazer seu olho arder. Merda!


João

Acabaram de fazer amor e ele foi tomar uma ducha. Na cama, pela porta entreaberta, ela conseguia ver seu corpo nu, molhado pelas gotas grossas do chuveiro. Ia se juntar a ele, mas preferiu continuar admirando aquele homem que a fazia se perder. Parecendo perceber que era observado, João virou a cabeça e sorriu com o canto da boca dando uma pescadinha. Safado! Sabia o efeito que causava nela. Laís deixou - se ainda ficar lânguida na cama. Ele que a aguardasse. Não sairia desse quarto fácil assim...
Quando percebeu que ele estava quase acabando o banho, ela se levantou e ficou na porta do box. Ele se virou para pegar a toalha e foi nos seios dela que sua mão tocou. A pele de Laís arrepiou -se intumecendo os mamilos que não demoraram foram parar nos lábios dele. Ela puxou-lhe a cabeça deliciando - se com aquela carícia. Não tardou para novamente seus corpos se unirem naquela dança.  Molhados ainda, pararam na cama e por mais algumas horas se dedicaram a fazer um ao outro feliz.
Saciados? Ainda não...Outros dias, outras noites quem sabe...Hoje ainda não.

Bruno

Lilian abriu a porta do quarto e estacou com a visão do corpo delicioso de Bruno deitado de costas na cama dela. Fez bem em ter-lhe dado as chaves do apartamento enquanto viajava. Chegar cansada de cinco horas de vôo e ter uma visão dessas era o mais reconfortante que jamais poderia esperar. A luz fraca do abajour clareava o corpo bem definido dele, dando um sombreado misterioso. Percebeu cada músculo, a perna bem torneada, a bunda redonda. Ah, que bunda! A costela , os ombros fortes, os braços que a abraçavam tão carinhosamente. Desejava esse homem! Sem fazer barulho dirigiu- se ao banheiro para tirar o entulho da viagem...Um banho revigorante e Bruno... Era só o que precisava.
Saiu do banheiro e delicadamente se deitou ao seu lado encostando seu corpo úmido no dele, já frio do ar condicionado. Mal deve tempo de fechar os olhos. Bruno abracou-a, beijando com tanta sofreguidão como se fosse o último beijo e já em cima dela a penetrou numa só estacada. Sem rodeios, sem preâmbulos. Só o desejo contido de uma semana distante explodindo. Fizeram amor mais três vezes naquela madrugada. Assim, sem falar nada. O desejo no corpo e nos olhos já dizia toda saudade desses dias. De manhã...No próximo conto😉

Marcos

O que você tem hoje? Tá tenso. Viviane olhava Marcos deitado, ainda arfando do sexo que acabaram de fazer.
- Você acha fácil estar envolvido com três mulheres? Disse ele em tom de "não sei o que fazer da minha vida".
-Não. Creio que não. Mas você não está envolvido com três. Você tem sua esposa e tem a mulher que ama e tem eu...Só sexo. Não foi sempre assim? Não é isso que sou? Um sexo tão gostoso que você não consegue deixar de fazer.
-Não é assim, né? E você também nunca lutou pra ser mais.
- Eu? Com que armas? Eu te amo e nunca neguei e sempre soube que um dia ia dançar... Não tenho filhos com vc, nem seu amor... Logo, aproveito das sobras...Do sexo que é o que você me tem pra dar. Aliás, já descansou bastante. Vem cá! Foi pra isso que viemos aqui.
Era uma química incrível. A pele arrepiava só de encostar, mas atração sexual não é o suficiente para unir os dois e Viviane sabia. Há seis meses tentavam parar de se ver, desde que Marília, o grande amor de Marcos havia voltado da Espanha. Viviane já esperava a cada encontro que fosse o último.
E essa foi a última vez que se viram...

Leandro

O telefone toca e Lya atende distraída sem ver o  número.O tempo poderia parar no momento em que ouviu aquela voz. "Oi. Deu saudades. Você está bem? " O sotaque lhe deu um choque. Olhou o número, prefixo de Curitiba. Leandro!
Oi! Sim estou e vc? Mal conseguia balbuciar. O coração acelerado, quase sendo ouvido fora do corpo. Nenhuma distância existe, nenhum outro alguém é mais importante do que esse homem. Os amores que ela viveu são esquecidos, as dores, o verbo sofrer não existe, só aquela voz que a acompanha há quinze anos.
-Você está ocupada? Ligo depois.
-Não! Não. Claro que não. Só fiquei surpresa.
-Surpresa porque? Achou que eu tivesse morrido e está falando com um fantasma?  
Aquele riso! Como alguem pode destruir uma mulher com um riso?
-É que ja faz muito tempo que nao nos falamos e não vi o número, atendi no automático.
-Sei. Então. Estou entrando de férias e pensei em ir te ver.
Lya tentando conter o tremor do corpo para que a voz não revelasse, consegue responder - Quando? Mas o que queria era dizer :Vem meu amor. Te espero nos meus braços , na minha cama...Era sempre assim. Desde que se conheceram. Se perdeu nesse devaneio, e mal ouvia ele falar. Como amo você!
A frase escapou alto.
- Também amo vc! Lya, é serio! Estou ficando velho e tá na hora da gente se resolver.
Já era tarde. Havia falado, ele escutado e respondido... O que? Ele disse que me ama?
- Le, não brinca com coisa séria.
- Eu continuo um ogro, eremita. Ainda preciso da minha solidão, mas não aguento mais ficar sem você tanto tempo. Tão distante. Quero sua boca, minhas mãos no seu corpo. Quero entrar em você e ouvir teu ronronar enquanto gozamos. Quero a maciez dos teus seios, teus bicos rosados na minha boca. Isso está me enlouquecendo. Quero você inteira, mulher. Minha! Só minha!
- Le
... Vem...vem logo...já chegou?
- Ha Ha Ha mulher fácil! Eu te amo!
Só você é assim, sem joguinhos, sem fazer doce.
- Pra que? Você sabe que morro de amor e tesão por você. Pra que perder tempo jogando. Vem logo. To te esperando nua.
- Mulher! Você me maltrata...Essa conversa nao vai dar certo.
- Vai dar sim, amor. Muito certo...
O restante da conversa não é para ouvidos alheios

Roberto

Já passamos da idade de nos pegarmos no meio da rua, no trânsito, de tirarmos as roupas freneticamente e nos amarmos no sofá,  debaixo do chuveiro, na mesa da cozinha. Já passamos da fase do descontrole, de "se pegar" em qualquer lugar, a qualquer hora. Já não temos mais a voracidade da juventude que cega de paixão e tesão...então porque ainda fazemos tudo isso? Porque borboletas ainda voam  no meu estômago a um bom dia seu? Ao afagar seus cabelos grisalhos, me desnudar pra vc sabendo que meu corpo já não tem as curvas de antes? Nossa pele com rugas, um tanto flácidas, mostrando que vivemos mais de meio século. Porque, se nosso corpo segue a ordem natural da vida? É simples... Nós ainda somos jovens onde interessa. No sentimento diáfano das almas  que se reconhecem em qualquer corpo em que habitem. Na juventude do sentimento de adolescentes, que teimosos, conservamos e você me cala com um longo e delicioso beijo dos Dezessete anos,sempre que, racional, me ponho a lhe contrariar.


Caio

Com o celular na mão, o olhar perdido, Lena refletia sobre esse momento estranho. 
Caio parecia saído de um livro de romance. 
Ao primeiro contato numa rede social pareciam um imã, a conversa fluiu e ele se despediu com um 'Depois volto", que demorou meses. Volta e meia um bom dia, boa noite. Geralmente dela. A resposta geralmente era : Ainda vamos conversar muito, ando sem tempo... Lena desistiu. Deu por perdida a caçada. Não era mulher de insistir ou dar em cima de homem. Deixa p lá!
As curtidas em tudo que ela postava não a deixavam esquecer que ele existia. Não tinha tempo pra bater papo, mas ... Vida que segue.
Um sábado a notificação : - Oi. Você tá onde?
O encontro finalmente. Assim, de repente.
Era exatamente o que ela achava que seria.
Ele era divertido, atraente e inteligente. Acabaram a noite num motel. O beijo foi bom, o sexo  razoável, não a empolgou apesar da noite insone  de prazer físico, ela precisava de mais. Precisava da alma, além do corpo.  Carinhoso. Nota 8.
O auto boicote de sempre. A maneira dela se afastar dos " perigos".
A partir daí os bom dia, boa noite, onde você está? Se tornaram mais frequentes...
Pegou o celular e escreveu, tudo o que a incomodava. Pronto! Acabou! Sem essa de qualquer dia a gente se encontra. Viu as marcações de entregue e lida. Silêncio!
Já esperava.
O celular toca. É ele. (Hummm atitude! Gostei, garoto!🤔)
Conversam. Esclarecem. Maduros. Combinam de se ver. Vão com calma.
Lena se espanta. Apesar do pé atrás resolve ver onde isso vai chegar. Resolve dar uma chance pra vida. Não se auto sabotar.  De modo geral Caio era uma nova experiência. Diferente dos homens que conhecera. Algo nele a intrigava e ela ia conferir o que era. Ah se ia...Se sentia bem nos braços dele. Sem o fogo da paixão que geralmente a impulsionava aos relacionamentos. Lembrou da música do Cazuza. 🎵🎵Com sabor de fruta mordida.

Jonas

O som do telefone tirou Dani da sonolência. Olhou e viu que era uma amiga. Não atenderia agora. Ainda estava sob o efeito calmante das (" Quantas horas? Nem vi. Ah! 23:35") cinco horas ininterruptas de prazer ao lado de Jonas. Cinco horas em que parecia que seu corpo nunca mais se saciaria. Ouviu o barulho do chuveiro. Ele ainda estava lá. Que homem! Seus músculos bem marcados sob a pele morena dourada. Beijou cada célula daquele corpo. Tinha certeza, riu.
Foi tudo tão de repente. Saíram da palestra na faculdade, ele ofereceu carona e quando viu já estavam aos beijos com mil mãos se procurando. Espreguiçou! Há quanto tempo queria esse homem! Mas não daria o braço a torcer, claro! Um homem daqueles, cheio de mulheres interessantes, interessadas não iria olhar pra ela, uma professora universitária de meia idade e ... Ah! Mas não importava mais. Ele a havia escolhido. Poderia ter saído de lá com qualquer uma, mas quem acabou de ter CINCO horas de prazer com ele, foi quem? Yeeees! Elazinha!!
O sorriso aberto parecendo menina boba foi surpreendido por ele que saindo do banheiro a tirou do devaneio dizendo que ela ficava linda a meia luz do quarto com aquele sorriso bobo e ele achava que ela queria mais... Nem deu tempo dela responder e um dos seios já estava na sua boca, sugando como se dependesse dele pra viver. Claro que ela não negou fogo e mais uma vez se contorceu em gemidos, esfregando- se no corpo dele, gulosamente querendo mais... Amanhã ele poderia sumir, aproveitaria hoje, agora...

Daniel

Daniel era fisicamente muito diferente do tipo de homem que Virgínia admirava. Ela gostava de homens mais cheinhos, lugar para apertar e ele, esguio, corpo bem talhado,  musculoso, era surpreendente que lhe atraisse. Mas o desenho daquela boca... Ah! Aquela boca! Que tentação! Virgínia imaginava aquela boca passeando em cada pedacinho do seu corpo, beijando, sugando, lambendo. Cada reentrância, mucosa, cavidade... Com esse pensamento sua pele arrepiou, seu corpo todo respondeu. Os mamilos enrijeceram e a umidade na vagina aumentou... Que poder aquela boca possuía. A imaginação corria a solta e ela nem percebeu que a chamavam. Um sorriso besta no rosto denunciava que ela estava perdida em pensamentos felizes e audaciosos. Se assustou com a voz que lhe tirava daquele torpor causado por uma boca.
Quando olhou pra onde vinha o chamado deu de cara com Daniel. Em pé diante dela e sua cabeça na direção da parte que divide o tronco das pernas... Uau! Era só tocar! Mas ela despertando apenas disse: Oi!
Ele sentou ao seu lado e agora era a boca que chamava atenção. O maldito molhou os lábios com a língua. Não fazia nem ideia do quanto provocava nela. Ou fazia?