quarta-feira, abril 21, 2021

Fernando


 Sara acordou sobressaltada, aquela sensação de queda, tão incomoda. Procurou o relógio. Já estavam atrasados. Olhou pro lado e Fernando ressonava tão profundamente adormecido que dava pena acordá-lo... Mas era preciso. Em casa ficaria difícil explicar um atraso tão grande. 

Sara sabia que seria assim quando, mesmo tentando evitar, se envolveu com um homem casado. A cada encontro ela prometia que seria o último. Seis meses que se encontravam toda semana. Fora alguns amassos rápidos no carro ou nudes trocados quando o desejo não tinha hora pra chegar. O corpo nu deitado de costas de Fernando parecia uma lâmpada e ela era a mariposa que sabia que ao se aproximar morreria, mas ia. Nunca havia sentido tanto prazer nos braços de um homem. Quando o beijava era como se seus pés deixassem a terra e o corpo desfaleceria a qualquer momento. Seus seios ainda estavam intumescidos e doloridos de tanto que ele sofregamente a mamou. Como gostava disso! 

Resolveu deixá- lo mais um pouco no sono de bebê e foi tomar seu banho. O  sexo deixara marcas, visíveis e invisiveis em seu corpo branco, de pele sensível. A vulva ainda inchada ardeu ao ser tocada pela água. Que homem! Só de lembrar a noite, de como ele a dominava sem machucar, como chupava, lambia, mordiscava, sugava, penetrava, se lubrificou. Seria tão bom se ele não precisasse ir embora. partiriam para a quarta ou até, quem sabe, uma quinta vez. 

Saiu do banheiro e o viu acordado, o  membro, já descansado, ereto de novo. Esse homem não conhece limites, pensou sorridente.  Ele a puxou. Ela lhe disse a hora, ele  não tomou conhecimento e beijou-a como se fosse a primeira vez. Abraçando-a, acariciando sua bunda, coxas... Descendo a boca até alcançar os mamilos rosados enquanto seus dedos exploravam seu clitóris. Ela não se fez de rodada e segurou seu membro duro numa masturbação deliciosa. 

Não aguentou e sentou nele encaixando com perfeição seus corpos. Brincaram um pouco até que o gozo veio para os dois e num só som chamaram seus nomes. Um para o outro. Que foda perfeita! 

Agora sim... podem esperar mais uma semana. 




sexta-feira, fevereiro 12, 2021

Edu

 Maria Lúcia se contorcia sentindo a língua de Edu invadindo suas partes mais intimas. Segurando seus cabelos, o puxava para que não parasse com aquela tortura deliciosa. Os seios subiam e desciam no arfar do peito tentando prolongar o prazer. Puxou-o para cima buscando-lhe a boca, que antes de chegar ao destino, parou em seus seios entumescidos, ansiosos por sentirem- se sugados. 

Era enlouquecedor. 

 Finalmente sentiu seu membro penetrando-lhe com força e em ritmos frenéticos se entregaram aquela união de corpos, que suados, não queriam se libertar das sensações que os alucinava, até que por fim, sem poderem mais resistir, se entregaram ao orgasmo num grito uníssono.

 Arfando, Edu descansou sob seu corpo, que maltratado de tanto tesão, ainda queria mais. Minutos de descanso e foi a vez de Maria Luiza retribuir sugando Edu como se sugasse o ar que a faria viver mais cinco minutos. E assim foi por mais três vezes naquela noite com a intensidade de quem espera água no deserto. 

Maria Lúcia olhava aquele corpo que desejou tanto e agora estava ali, como um menino desprotegido, dormindo exausto. 

Ela não conseguiu dormir. 

O dia já amanhecia quando ela tomou um banho, contrariada por querer conservar o cheiro e os fluidos dele no seu corpo, mas era preciso. Bem devagar, arrumou - se e saiu do apartamento, não sem antes olhar demoradamente pra aquele homem, que agora deixaria para sempre.

 Era sua última vez juntos. A Europa a esperava como jornalista contratada de um grande jornal e ele ainda tinha muita história para viver no Brasil. 

A vida podia ser cruel com os amantes. 


sexta-feira, janeiro 08, 2021

Henrique

 Ao sentir o corpo quente e suado de Henrique separar - se do seu, Lúcia suspirou. Apesar do alívio do peso, era muito gostoso ter aquele corpo tão desejado, que há poucos minutos a tinha levado ao mais intenso êxtase por várias vezes. Henrique, arfando ainda, murmurava, em espanhol, palavras que ela não conseguia entender, mas sabia o significado. 

A intensidade com que faziam amor era espetacular. Cada dia era surpreendente e ele conseguia fazer com que o sexo entre eles fosse algo transcedente.

Lúcia nunca tinha tido um relacionamento tão intenso. 

Tudo tinha acontecido muito rápido. Até três dias eram amigos, de trocar confidências, mas Lúcia decidiu aprender espanhol e Henrique se propôs a ajudar e de repente estavam vivendo uma louca paixão.

Aquele colombiano alto, grisalho e charmoso, aos  54 anos, sabia exatamente o que fazer com a língua, além de todo o resto da performance. 

Depois de alguns minutos de descanso, o membro ainda rijo, latejava pedindo mais. Lucia não se fez de rogada. Com a boca trilhou um caminho do pescoço até chegar naquela parte onde não dava para ele  fingir que não estava gostando.

Quando sentiu  que estava quase conseguindo seu objetivo, Lúcia sentou, fundindo seus corpos. Agora se tornavam um novamente.

E em poucos minutos explodiram em mil luzes de cores e sons diferentes.